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Sindifisco, 09/10/2026

SINDIFISCO/SE analisa bancada empresarial no Congresso Nacional

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Congresso eleito em 2026 tem perfil empresarial: o que muda para o Fisco e os trabalhadores? Confira a análise da Diretoria do SINDIFISCO/SE sobre o estudo da Metapolítica e os riscos aos direitos

 

A diretoria do Sindicato do Fisco de Sergipe (SINDIFISCO/SE) está divulgando o levantamento realizado pela consultoria Metapolítica, contratada pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), que revela o perfil do Congresso Nacional eleito em 2026. O estudo comprova que a nova composição do Poder Legislativo federal é formada majoritariamente por empresários.

 

Diante desse cenário, o presidente do SINDIFISCO/SE, José Antônio, levanta uma provocação central sobre a realidade das urnas: “O que explica uma população composta em sua maioria por trabalhadores, sejam celetistas, informais ou estatutários, eleger uma bancada empresarial?”.

 

O dirigente analisa o contraste entre o perfil do eleitorado e a bancada vitoriosa no pleito: “Aqueles que acordam cedo para trabalhar, que dependem do salário no fim do mês e cujo patrimônio são os direitos trabalhistas, elegeram a bancada do dividendo, do pró-labore e do rentismo. Será que essa bancada defenderá a redução da jornada de trabalho, o 13º salário, as férias remuneradas, o salário-mínimo e a aposentadoria?”, indaga José Antônio, lembrando a declaração recente de um parlamentar eleito pelo Mato Grosso que defendeu que o trabalhador deveria ter jornada de até 16 horas.

 

Servidores públicos e a luta de classes

José Antônio reforça a importância da consciência de classe entre os auditores fiscais, destacando que a categoria compartilha das mesmas lutas do conjunto dos trabalhadores: “Nós, autoridades fiscais, somos importantes e fundamentais para a existência do Estado. No entanto, não podemos esquecer que estamos na mesma situação daqueles que dependem dos direitos trabalhistas para sobreviver. Em outras palavras, estamos no mesmo barco dos que acordam cedo e vendem sua força de trabalho, aguardando o salário no fim do mês. Portanto, também dependemos dos direitos garantidos aos demais trabalhadores”, pondera.

 

Ameaça de retrocessos e pautas no Congresso

O presidente da entidade sindical chama a atenção para a extensa pauta de propostas em tramitação na Câmara e no Senado que afetam diretamente os servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada, tais como:

 

PEC 221/2019 – Fim da escala 6x1;

 

PEC 38/2005 – Reforma administrativa;

 

PECs 555/2006 e 06/2024 – Fim da contribuição previdenciária de aposentados e pensionistas;

 

PL 1893/2026 – Data-base do servidor público;

 

PL 2721/2021 – Limite remuneratório.

 

Além dessas proposições, alertam-se os trabalhadores sobre articulações para uma nova reforma da Previdência e mudanças profundas na Constituição Federal. “Cabe perguntar: essas reformas visam ajudar ou prejudicar os trabalhadores? Será que a bancada empresarial votará a favor dos interesses da classe trabalhadora ou do grande capital?”, questiona o dirigente.

 

Por fim, a liderança conclui que a resposta para enfrentar essa conjuntura adversa está na mobilização coletiva: “Diante de uma correlação de forças tão desfavorável no Congresso Nacional, mais do que nunca, é necessária a união e a determinação dos trabalhadores e trabalhadoras por meio de suas entidades sindicais”, enfatiza o presidente do SINDIFISCO/SE.

 

Por ASCOM do SINDIFISCO/SE