

No dia 1º de abril, no turno da manhã, o SINDIFISCO/SE realizará assembleia para debater e deliberar sobre os rumos da greve
Em greve por tempo indeterminado desde o dia 23 de março, os auditores e auditoras fiscais tributários da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/SE) retornarão, nesta terça-feira (31/03), às 8h30, à Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). O objetivo é acompanhar a votação dos projetos de lei relativos ao reajuste salarial dos servidores estaduais, enviados pelo governo estadual.
A paralisação na Sefaz é uma reação da categoria ao tratamento dado pelo governador Fábio Mitidieri que, sem abrir uma mesa de negociação, anunciou um reajuste linear de 4%, ignorando os demais itens da pauta de reivindicações. “O nosso Comando de Greve continua visitando os locais de trabalho para garantir a paralisação, enquanto aguardamos uma solução por parte do governo estadual para esse impasse”, afirmou o presidente do Sindicato do Fisco de Sergipe (SINDIFISCO/SE), José Antônio.
Segundo o dirigente, após sete meses de espera, o governador realizou uma reunião apenas protocolar no início de março, sem abertura para diálogo real. “O reajuste de 4% anunciado unilateralmente é desproporcional, visto que as perdas acumuladas apenas na atual gestão já somam 7,35%”, explica José Antônio. Além das perdas recentes, a categoria pleiteia a recuperação de defasagens de gestões passadas, que chegam a quase 40%. A proposta do sindicato é que parte dessas perdas históricas seja restituída paulatinamente, junto à recomposição da gestão atual.
As reivindicações centrais incluem a recomposição salarial para 2026, conforme previsto na Constituição Federal; a transformação de gratificações em vencimento, visando garantir segurança jurídica para ativos e aposentados; e a devolução do Bônus de Atividade de Fiscalização (BAF) aos inativos e pensionistas.
Nova Assembleia
Dando continuidade à agenda sindical, o SINDIFISCO/SE convocou uma nova assembleia geral para esta quarta-feira, dia 1º de abril, a fim de deliberar sobre os rumos do movimento grevista. A assembleia ocorrerá em formato híbrido (presencial e virtual), às 9h30, na sede do sindicato.
Denúncias de perseguição e precarização
Em pronunciamento pelas redes sociais no final desta semana, o presidente do SINDIFISCO/SE afirmou que a força da greve é alimentada por um acúmulo de indignações. Ele citou a perseguição e o desrespeito aos aposentados, as condições insalubres de trabalho, a quebra de acordos e o não reconhecimento do direito à paridade para pensionistas. “O Fisco não teve revisão salarial em 2025 e recebeu a menor revisão entre todos os servidores em 2023 e 2026”, relembrou.
Em resposta aos gestores da Sefaz, José Antônio classificou como uma "agressão à inteligência" o argumento de que a progressão na carreira ou a lei do Incentivo à Modernização da Relação Fisco-Contribuinte (IMFC) substituiriam a revisão salarial. O IMFC foi a legislação que revogou, de forma unilateral, o Bônus de Arrecadação Própria (BAP) dos inativos, prejudicando acordos que beneficiariam diretamente os aposentados do Fisco.
Por Déa Jacobina ASCOM do SINDIFISCO/SE