Com maior tempo de atividade na história recente da Sefaz/SE, auditor fiscal celebra aposentadoria e reafirma filiação ao SINDIFISCO
O mês de abril de 2026 marca um momento de transição e merecido descanso para um grupo de valorosos servidores e servidoras da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/SE). Entre os novos aposentados e aposentadas filiados ao SINDIFISCO/SE, que agora encerram seus ciclos na ativa com o dever cumprido, está o decano Alvani Bomfim de Sousa.
Embora o sindicato celebre a dedicação de todos os colegas que se aposentam neste mês, a trajetória de Alvani ganha um relevo histórico: trata-se do servidor com o maior tempo de atividade na história da Secretaria.
Aos 74 anos, o auditor, nascido em 07/07/1951, despede-se da ativa com impressionantes 52 anos de dedicação à Administração Tributária Estadual, após ter ingressado no órgão aos 22 anos, em agosto de 1973.
Alvani Sousa é uma memória viva. Ao longo de cinco décadas, acompanhou de perto as transformações do Fisco sergipano. Iniciou sua carreira chefiando as antigas exatorias nos municípios de Monte Alegre e Nossa Senhora das Dores, atuando posteriormente na sede, no Departamento de Administração Financeira (Darf) Setor Pessoal, Coordenadoria de Material e Patrimônio (Comap), informatização do Setor Transporte, Grupo de Auditoria das Grandes Empresas (Gergrupe), Simples Nacional, e por último na Geraf / Coapravs, agora encerra um ciclo deixando um legado de integridade e competência.
Memória Institucional
Para homenagear o decano, a comunicação do SINDIFISCO registrou essa memória institucional em uma entrevista exclusiva e um vídeo especial. Neles, Alvani, relata os desafios do início da carreira, marcados pela ausência da tecnologia atual. Emocionado, o auditor revela o orgulho de pertencer à categoria e de ter dedicado tantos anos de vida à fiscalização tributária de Sergipe.
Importância do SINDIFISCO
Mesmo quando ocupou cargos de chefia e confiança, Alvani participou de momentos históricos e greves da categoria. Na entrevista, ele compartilha bastidores de décadas de atuação, comenta a revolução tecnológica no setor e oferece conselhos aos novos auditores e auditoras, destacando a importância da união e do sindicato na manutenção de direitos.
A entrevista é marcada por pausas de silêncio que expressam profunda emoção e contam sua própria história. Sobre a nova jornada, Alvani planeja aproveitar a liberdade e o tempo proporcionados pela aposentadoria. Em nome da categoria, o presidente do SINDIFISCO, José Antônio, saudou o colega: “Desejamos que este novo tempo seja de colheita, paz e do merecido descanso. Parabenizamos o colega que, ao se aposentar, reafirma seu compromisso com a luta ao assinar sua nova ficha de filiação como aposentado”.
"Assim como Alvani, cada colega que se aposenta neste mês de abril leva consigo o respeito da categoria e a certeza de que sua contribuição foi essencial para o fortalecimento do Fisco de Sergipe", destaca José Antônio.
Memórias e Superação
Natural de Propriá, Alvani vem de uma família simples de 11 irmãos. É casado, pai de cinco filhos e avô de oito netos. Pós-graduado em Ciências Contábeis e em Auditoria Contábil e Fiscal, ele também contribuiu tecnicamente com o Fisco nacional, ministrando palestras sobre o Simples Nacional em outras capitais, como João Pessoa (PB).
Suas memórias remontam ao tempo em que a fiscalização em Monte Alegre focava nas safras de algodão, feijão e milho. Pelo sucesso no incremento da arrecadação, foi levado a Nossa Senhora das Dores, onde modernizou a estrutura física da exatoria local. Naquela época, as exatorias exerciam funções que iam além do Fisco: efetuavam o pagamento de salários dos servidores do Estado em dinheiro vivo e até recebiam pagamento de contas de energia, já que muitos municípios não possuíam bancos.
"Viajávamos com dinheiro vivo, proveniente do recolhimento dos tributos. O perigo era constante e usávamos pastas tipo '007' cheias de dinheiro. Só entre 1975 e 1978, com a abertura de conta no Banco do Brasil em Nossa Senhora da Glória, passamos a viajar tranquilos com cheques cruzados da Sefaz", recorda Alvani, revivendo uma era de desafios superados com coragem e zelo pelo erário público.
Por Déa Jacobina ASCOM do SINDIFISCO