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Sindifisco, 27/08/2026

SINDIFISCO/SE prestigia abertura do XIX Congresso Estadual do SINTESE

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Solange Silva e Francisco Rezende representam o Fisco Estadual no evento dos professores e professoras de Sergipe

 

Na manhã desta quinta-feira, 27 de agosto, a abertura do XIX Congresso Estadual da Educação reuniu mais de 1.500 professores de todo o Estado de Sergipe em torno do tema "Educação em Disputa: Resistência às políticas educacionais que controlam, silenciam e desvalorizam os/as Trabalhadores/as da Educação".

 

O Sindicato do Fisco do Estado de Sergipe (SINDIFISCO/SE) esteve representado pela diretora de Promoção da Igualdade de Gênero e Raça, Solange Silva e pelo diretor de Política Social e Estudos Técnicos, Francisco Rezende.

 

A primeira palestra da programação abordou a conjuntura econômica, política e educacional de Sergipe, do Brasil e do mundo, sendo ministrada pelo diretor de Cooperação Internacional da Fundação Perseu Abramo, Valter Pomar. Ele destacou que a categoria docente deve acompanhar o tema como estratégia de autodefesa:

 

"Nós somos alvos de ataques daqueles que querem acabar com a educação pública, pois sabem que esta é a ferramenta para transformar a sociedade. Por isso, eles precisam controlar o conteúdo e o trabalho em sala de aula, querem acabar com a nossa carreira. Nós temos que nos aliar a quem defende uma educação pública, gratuita e de qualidade".

 

Em seguida, a pró-reitora de Extensão e Cultura da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Josefa de Lisboa Santos, defendeu um projeto nacional comprometido com o ensino público. "Precisamos ficar atentos, especialmente ao processo de privatização que vem corroendo a educação pública por dentro. Precisamos defender um projeto de Brasil que entenda as especificidades e respeite educadores e educandos", enfatizou Josefa.

 

A preocupação também foi corroborada pela presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Fátima Aparecida da Silva. "Quem controla a educação controla parte do futuro, e quem deve controlar a educação é o povo brasileiro, com um projeto de desenvolvimento para o país. Temos que disputar espaço com o setor privado e com a elite dominante que quer uma educação para atender às regras de mercado. Precisamos de uma educação emancipadora, libertadora e que dê autonomia ao sujeito", declarou Fátima.

 

No período da tarde, os debates do congresso foram direcionados ao controle do trabalho docente, às avaliações em larga escala e à saúde das professoras e professores.

 

Por Ascom do SINDIFISCO/SE, com informações do Portal do SINTESE.